Pelo segundo ano consecutivo os alunos do 2º e 3º Ciclos da EB23 Conde de Oeiras estão a participar no projeto "Miúdos a Votos"!
Este Projeto promove a leitura e a cidadania entre os alunos, dando-lhes voz ativa na escolha de livros e aumentando a sua participação na escola. O projeto permite que os alunos compreendam como funciona um processo eleitoral real, desde o recenseamento até à votação, incentivando-os a expor e defender os seus pontos de vista, trocar argumentos e debater ideias. Além disso, ao influenciarem-se mutuamente, os alunos ficam mais sensibilizados para a leitura, tornando os livros um tema de conversa. Os professores também beneficiam, conhecendo melhor os gostos de leitura dos alunos.
No dia 18 de março, as representantes da turma do 6ºA , fizeram campanha do livro: Os Piores Professores do Mundo de David Walliams. O entusiasmo é muito.
O projeto Miúdos a Votos é apresentado como uma experiência de cidadania, leitura e literacia mediática, na qual os alunos participam ativamente, debatem livros e usam os média de forma crítica — terminando com um elogio à RBE, à professora bibliotecária e aos alunos pelo seu envolvimento.
O projeto Miúdos a Votos é valorizado por combinar incentivo à leitura com uma simulação do processo democrático: os alunos promovem e debatem os seus livros entre si e, no final, votam em urna, interiorizando competências cívicas essenciais como a partilha de ideias, o respeito pelo voto e o comportamento democrático em sociedade.
A Beatriz apresenta o projeto Miúdos a Votos, explicando que incentiva a leitura através de uma campanha com cartazes e de uma votação real em urna — onde cada aluno diz o nome, recebe o boletim e vota —, simulando uma eleição democrática e promovendo o trabalho em equipa.
Os alunos da Escola Conde de Oeiras levaram a campanha do Miúdos a Votos para fora de portas, interpelando diretamente a comunidade em três espaços distintos: a rua, o jardim público e o supermercado local. Munidos de entusiasmo e dos seus argumentos de leitura, abordaram transeuntes, famílias e clientes, apresentando os livros candidatos e explicando por que razão cada título merecia o seu voto. A ação permitiu transformar espaços do quotidiano em palcos de promoção da leitura, surpreendendo quem não esperava ser desafiado a pensar em livros entre as compras ou um passeio ao jardim. O contacto direto com públicos de diferentes idades e perfis reforçou nos alunos competências de comunicação oral, argumentação e cidadania, ao mesmo tempo que deu visibilidade à iniciativa junto de pessoas que, de outro modo, não a conheceriam. A campanha foi coordenada pela biblioteca escolar e contou com a participação empenhada dos alunos, que prepararam previamente as suas intervenções. A diversidade de locais escolhidos ampliou o alcance da ação e demonstrou que a promoção da leitura pode — e deve — acontecer em qualquer lugar.